
(Source: a-q-u-a-r-e-l-a, via torradacomcafe)
(Source: e-t-e-r-n-i-z-e, via cuide)
Provavelmente o universo e tudo o que há nele saiba que eu não costumo desistir assim tão facilmente de certas coisas que coloco em minha cabeça, mas o fato é que ultimamente tem sido difícil.
Por volta de dois meses atrás eu era outra pessoa: hábitos diferentes, sentimentos diferentes, concepções sobre certas coisas totalmente diferentes, amizades diferentes, amores diferentes, roupas diferentes e tudo o mais que se puder vir a cabeça no exato momento. A partir do dia 13 de fevereiro do ano de 2012 tudo o que era, já não é mais; o que fazia sentido acabava de se perder num planeta distante e - a pior ou melhor parte disso tudo - nada estava mais em minhas mãos.
A minha vida, como um todo, nunca foi de surpreender nem nada e o nunca sempre esteve em quase todas essas frases típicas de quando você acaba de conhecer alguém: “Já fez tal coisa?” “Nunca”; “Já foi em tal lugar?” “Nunca” e assim até o infinito. Foi aí que as coisas começaram a tomar um rumo diferente: coisas totalmente inesperadas começaram a acontecer e, como eu disse, nada estava sob o meu controle.
Sempre pensei em como seria perder alguém que eu amasse muito, dito e feito. Sempre pensei que o meu menino, mesmo com todos os contras, fosse o meu menino, mas não deu outra. Sempre pensei que as pessoas que eu mais amaria estivessem fora de casa e acabei descobrindo que, embora com o jeitão que ele sempre teve, meu pai é o meu melhor amigo. Sempre pensei que minha irmã seria mais sensata que eu, pelo menos. Mas não.. Sempre pensei que minha mãe seria a pessoa que mais me apoiaria ao invés de sempre tentar fazer com que eu me sinta inferior de alguma forma. Sempre pensei tanta coisa e pra cada uma delas eu tive a cabeça arremessada contra a parede.
Confesso que nunca me imaginei como estou hoje e falo exatamente sobre estudar. Os mais próximos sabem o quanto me desagrada. Me desespera saber que não importa o quanto eu me esforce, ainda não vai ser suficiente e, exatamente por isso, cá estou eu:
Sabe quando você não sabe mais o que fazer? O que escolher, como escolher.. Se é que vai escolher. E pelo não saber que vim fazer a única - e infelizmente única - coisa que me resta: escrever. Já chorei, já não me importei, já tentei, já abstraí, já fiz tanta coisa que acabei fazendo nada e é puramente esse nada que me incomoda: o número de telefone sem número, a voz sem som, o estar sem presença.. Mas eu também já cansei de escrever sobre essa solidão toda que me assombra e me leva cada vez mais pra longe de mim. E é complicado..
Eu só espero resolver toda essa confusão.