home , coisitas..
Tenho feito algumas coisas por mim; de mim; pra mim. Às vezes eu preciso me contar o que se passa na minha vida..
"Quando você começa a fazer seus planos com a pessoa.. Quando você não se vê sem ela em seu futuro.. Quando você a quer em todos os momentos de todos os dias de todos os meses de todos os anos daqui pra frente.."
"Dessa vez, com você, eu queria que desse certo." written by Caio Fernando Abreu   (via sociedadesarcastica)

(Source: a-q-u-a-r-e-l-a, via torradacomcafe)

"Impressionante como a gente sofre por nada." written by Tati Bernardi  (via apuros)

(Source: e-t-e-r-n-i-z-e, via cuide)

Ultimamente.

Provavelmente o universo e tudo o que há nele saiba que eu não costumo desistir assim tão facilmente de certas coisas que coloco em minha cabeça, mas o fato é que ultimamente tem sido difícil.
Por volta de dois meses atrás eu era outra pessoa: hábitos diferentes, sentimentos diferentes, concepções sobre certas coisas totalmente diferentes, amizades diferentes, amores diferentes, roupas diferentes e tudo o mais que se puder vir a cabeça no exato momento. A partir do dia 13 de fevereiro do ano de 2012 tudo o que era, já não é mais; o que fazia sentido acabava de se perder num planeta distante e - a pior ou melhor parte disso tudo - nada estava mais em minhas mãos.
A minha vida, como um todo, nunca foi de surpreender nem nada e o nunca sempre esteve em quase todas essas frases típicas de quando você acaba de conhecer alguém: “Já fez tal coisa?” “Nunca”; “Já foi em tal lugar?” “Nunca” e assim até o infinito. Foi aí que as coisas começaram a tomar um rumo diferente: coisas totalmente inesperadas começaram a acontecer e, como eu disse, nada estava sob o meu controle.
Sempre pensei em como seria perder alguém que eu amasse muito, dito e feito. Sempre pensei que o meu menino, mesmo com todos os contras, fosse o meu menino, mas não deu outra. Sempre pensei que as pessoas que eu mais amaria estivessem fora de casa e acabei descobrindo que, embora com o jeitão que ele sempre teve, meu pai é o meu melhor amigo. Sempre pensei que minha irmã seria mais sensata que eu, pelo menos. Mas não.. Sempre pensei que minha mãe seria a pessoa que mais me apoiaria ao invés de sempre tentar fazer com que eu me sinta inferior de alguma forma. Sempre pensei tanta coisa e pra cada uma delas eu tive a cabeça arremessada contra a parede.
Confesso que nunca me imaginei como estou hoje e falo exatamente sobre estudar. Os mais próximos sabem o quanto me desagrada. Me desespera saber que não importa o quanto eu me esforce, ainda não vai ser suficiente e, exatamente por isso, cá estou eu:
Sabe quando você não sabe mais o que fazer? O que escolher, como escolher.. Se é que vai escolher. E pelo não saber que vim fazer a única - e infelizmente única - coisa que me resta: escrever. Já chorei, já não me importei, já tentei, já abstraí, já fiz tanta coisa que acabei fazendo nada e é puramente esse nada que me incomoda: o número de telefone sem número, a voz sem som, o estar sem presença.. Mas eu também já cansei de escrever sobre essa solidão toda que me assombra e me leva cada vez mais pra longe de mim. E é complicado..

Eu só espero resolver toda essa confusão. 

Posted: April 2nd
Eu não sei mais nada.
Posted: April 1st